{"id":13604,"date":"2024-04-01T20:21:57","date_gmt":"2024-04-01T23:21:57","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=13604"},"modified":"2024-04-01T20:21:58","modified_gmt":"2024-04-01T23:21:58","slug":"dorotea-a-inclusao-atraves-dos-livros","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/dorotea-a-inclusao-atraves-dos-livros\/","title":{"rendered":"DoroTEA: a inclus\u00e3o atrav\u00e9s dos livros\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Por Ana Luiza Fagundes, Lara Cristina e K\u00e9ssia Carolaine\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"750\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Snapinsta.app_376248976_265333433079189_1907732880371186195_n_1080.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13605\" style=\"width:837px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Snapinsta.app_376248976_265333433079189_1907732880371186195_n_1080.jpg 750w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Snapinsta.app_376248976_265333433079189_1907732880371186195_n_1080-300x300.jpg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Snapinsta.app_376248976_265333433079189_1907732880371186195_n_1080-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Promovendo diversidade por meio de livros infantis, a personagem DoroTEA tem encantado in\u00fameras pessoas diagnosticadas dentro do espectro autista. De autoria de Bruno Grossi Beg\u00ea e Daniele Muffato, a obra apresenta o mundo neurodivergente atrav\u00e9s das aventuras de uma peixinha autista, a qual leva o nome de DoroTEA. Ao todo, tr\u00eas livros j\u00e1 foram publicados: &#8220;DoroTEA, a peixinha autista&#8221; (2021); &#8220;Enfrentando seus medos&#8221; (2022) e &#8220;Uma autista na escola&#8221; (2024).<\/p>\n\n\n\n<p>Nas palavras do escritor e artista visual Bruno Grossi, &#8220;A ideia de criar um livro infantil sobre uma personagem autista \u00e9 explicar de uma forma l\u00fadica e leve o nosso comportamento e as nossas dificuldades, para que de alguma forma a sociedade possa nos entender melhor&#8221;. Segundo ele, as potencialidades e habilidades de pessoas autistas costumam ser descredibilizadas ao longo da vida. Assim, levantando-se frente aos estigmas, o projeto busca trazer representatividade e experi\u00eancias de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto foi desenvolvido por Grossi, que se viu inspirado a criar o mundo de DoroTEA, ap\u00f3s receber seu diagn\u00f3stico de TEA (Transtorno do Espectro Autista). O autor estava escrevendo &#8220;As aventuras de Ralf e Carlos no mundo da lua&#8221; (2021), outra obra de sua autoria, quando foi diagnosticado. Tal not\u00edcia o animou a incluir uma personagem autista na trama. &#8220;\u00c0 medida que eu escrevia a hist\u00f3ria, enxerguei uma personagem em potencial e poderia ser a protagonista. Assim, surgiu o primeiro livro&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Grossi, a peixinha DoroTEA tem cumprido sua miss\u00e3o ao tratar do TEA. Evidenciando a import\u00e2ncia da representatividade, o escritor comenta: &#8220;Muitas m\u00e3es contam que n\u00e3o sabiam como contar para seus filhos que eles s\u00e3o autistas e, ao ler o livro, eles comentaram &#8216;M\u00e3e, mas como ela (personagem t\u00edtulo) sabe exatamente o que eu penso?&#8217; ou &#8216;Nossa, eu quero ser como a Peixinha DoroTEA&#8217;. Isso \u00e9 representatividade, \u00e9 tudo que a gente quer&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o segundo livro foi produzido em uma mesa de caf\u00e9 sob a companhia da escritora e ativista Daniele Muffato. &#8220;Quando lancei o primeiro livro, ela come\u00e7ou a me ajudar na produ\u00e7\u00e3o. Isso aproximou muito a gente e nos tornamos muito amigos&#8221;, comenta o artista visual sobre sua rela\u00e7\u00e3o com a ativista. Na \u00e9poca, Muffato estava descobrindo o seu diagn\u00f3stico e, juntamente com a responsabilidade de criar um filho autista, o TEA ainda carregava muitos estigmas em pessoas adultas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 interessante destacar que a peixinha se desenvolveu com a amizade e o suporte dos seus autores, &#8220;Assim como no primeiro livro, eu percebi a import\u00e2ncia de se ter amigos na vida para enfrentar nossos medos e desafios. Com isso, chamei a Dani para escrever o segundo livro comigo e foi algo m\u00e1gico, pois ela se descobriu autista e a viv\u00eancia dela \u00e9 muito diferente da minha. A gente acabou descobrindo que um \u00e9 suporte do outro. Da\u00ed o nome do livro, \u2018Enfrentando os seus Medos\u2019, \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o de que somos colocados \u00e0 prova a todo momento, mas que junto com os amigos a gente consegue mostrar todas as nossas habilidades e tudo que temos de melhor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os interessados em saber mais sobre o universo liter\u00e1rio de Grossi e Muffato podem acessar as redes sociais dos autores: @brunogrossibege e @danimuffato.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Promovendo diversidade por meio de livros infantis, a personagem DoroTEA tem encantado in\u00fameras pessoas diagnosticadas dentro do espectro autista. De autoria de Bruno Grossi Beg\u00ea e Daniele Muffato, a obra apresenta o mundo neurodivergente atrav\u00e9s das aventuras de uma peixinha autista, a qual leva o nome de DoroTEA. Ao todo, tr\u00eas livros j\u00e1 foram publicados: &#8220;DoroTEA, a peixinha autista&#8221; (2021); &#8220;Enfrentando seus medos&#8221; (2022) e &#8220;Uma autista na escola&#8221; (2024).<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13605,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"yes","footnotes":""},"categories":[13],"tags":[152],"class_list":["post-13604","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","tag-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13604","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13604"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13604\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13606,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13604\/revisions\/13606"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13605"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13604"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13604"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13604"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}