{"id":13461,"date":"2024-01-30T23:00:00","date_gmt":"2024-01-31T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=13461"},"modified":"2024-01-31T06:07:08","modified_gmt":"2024-01-31T09:07:08","slug":"novos-e-velhos-conhecidos-do-cinema-nacional","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/novos-e-velhos-conhecidos-do-cinema-nacional\/","title":{"rendered":"Novos e velhos conhecidos do cinema nacional"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Por Bruno N\u00e9zio<\/strong><br><br>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/WhatsApp-Image-2024-01-30-at-17.17.39-1024x682.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13459\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/WhatsApp-Image-2024-01-30-at-17.17.39-1024x682.jpeg 1024w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/WhatsApp-Image-2024-01-30-at-17.17.39-300x200.jpeg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/WhatsApp-Image-2024-01-30-at-17.17.39-768x512.jpeg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/WhatsApp-Image-2024-01-30-at-17.17.39-1536x1023.jpeg 1536w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/WhatsApp-Image-2024-01-30-at-17.17.39-900x600.jpeg 900w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/WhatsApp-Image-2024-01-30-at-17.17.39.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A exibi\u00e7\u00e3o de curtas e longas marcou a programa\u00e7\u00e3o da Mostra, com coment\u00e1rios de diretores e personagens &#8211; Foto: Isabela Barboza\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>O novo e o cl\u00e1ssico se encontram em Tiradentes. Curtas e longas inovam na linguagem e criam novas abordagens para assuntos j\u00e1 discutidos, mas ainda n\u00e3o superados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu novo filme, Bye Bye Amaz\u00f4nia, um document\u00e1rio ensa\u00edstico sobre o passado recente e o presente da floresta, Neville D\u2019Almeida retrata a import\u00e2ncia do local para o mundo e como a mesma est\u00e1 sendo destru\u00edda diariamente sem nenhuma medida eficaz. Pelo contr\u00e1rio, os que deveriam proteger est\u00e3o patrocinando seu fim.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um coment\u00e1rio que antecipa as sess\u00f5es aqui em Tiradentes, o diretor j\u00e1 deixa claro: \u201cEssa \u00e9 uma abordagem que ainda n\u00e3o foi feita\u201d e \u00e9 poss\u00edvel perceber isso ao longo da rodagem, uma esp\u00e9cie de ensaio multifacetado ao redor de problemas amplamente conhecidos, uma abordagem crua e que n\u00e3o tem medo de ser expl\u00edcita. Por muitas vezes, o espectador \u00e9 confrontado com as dores dos povos origin\u00e1rios apresentadas de forma vezes po\u00e9tica vezes direta. Esse \u00e9 um tipo de frontalidade muitas vezes vista nas chanchadas, s\u00f3 que aqui aparece como um filme protesto e forte em seu coment\u00e1rio social e pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizando de imagens de arquivo e um narrador personagem, dados nos s\u00e3o apresentados. N\u00fameros e imagens chocantes s\u00e3o intercalados com apresenta\u00e7\u00f5es de Mac Suara Kadiweu. Por meio deles conhecemos as dores dos personagens e quem est\u00e1 assistindo percebe a forma como possui uma rela\u00e7\u00e3o quase umbilical com a natureza, a mesma que o colonizador destr\u00f3i todos os dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda exibi\u00e7\u00e3o conhecemos o dramaturgo Edson Aquino. Uma equipe de documentaristas est\u00e1 acompanhando seu processo e a produ\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3xima pe\u00e7a. A partir de uma abordagem crua e sem amarras, sua vida \u00e9 registrada, suas dores abertas e seus sucessos questionados. O bom humor aqui \u00e9 muito bem explorado, Edson e seu desprendimento s\u00e3o fundamentais para criar um ambiente em que o espectador se identifique e crie um la\u00e7o de carinho.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na \u00faltima sess\u00e3o, quatro curtas que comp\u00f5em a Mostra Foco, partem de caminhos e abordagens quase distintas. Em \u201cEu fui assistente do Eduardo Coutinho\u201d Allan Ribeiro utiliza de imagens de arquivo e suas mem\u00f3rias de quando foi assistente de Eduardo Coutinho. Por mais que o t\u00edtulo indique outra coisa, o ponto principal \u00e9 resgatar a import\u00e2ncia do documentarista e de como seus filmes foram importantes para todos que conheceram seus trabalhos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVivente\u201d mostra como um fato pequeno pode representar muito, uma simples impress\u00e3o de curr\u00edculo pode despertar mem\u00f3rias e dores por muito enterrados. Partindo do minimalismo para o maximalismo de \u201cSe Eu T\u00f4 Aqui \u00e9 Por Mist\u00e9rio\u201d, um curta de fic\u00e7\u00e3o queer que utiliza dos \u00f3timos efeitos para criar um grupo de bruxas que combate os que dizem defender a verdade. Por fim, saindo da super exposi\u00e7\u00e3o de luzes e de uma trama complexa e agitada, vamos para o interior de Minas Gerais, \u201cOnde Judas Roubou As Botas\u201d, uma cidade pequena em que um grupo de jovens utiliza da criatividade cinematogr\u00e1fica para trazer uma vida nova e novo significado para eventos j\u00e1 estabelecidos na regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo e o cl\u00e1ssico se encontram em Tiradentes. 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