{"id":13379,"date":"2023-12-19T05:36:27","date_gmt":"2023-12-19T08:36:27","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=13379"},"modified":"2023-12-20T05:39:03","modified_gmt":"2023-12-20T08:39:03","slug":"resenha-critica-literaria-it-a-coisa-stephen-king","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/resenha-critica-literaria-it-a-coisa-stephen-king\/","title":{"rendered":"Resenha Cr\u00edtica Liter\u00e1ria: It: A Coisa, Stephen King"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Por Andhrey Taier<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Escrito em 1986, por Stephen King, intitulado \u201cRei do Terror\u201d, It: A coisa \u00e9 uma obra liter\u00e1ria, renomada dentro do g\u00eanero e cl\u00e1ssica entre os demais livros de sucesso do autor.<\/p>\n\n\n\n<p>A narrativa acompanha a hist\u00f3ria do \u201cClube dos Ot\u00e1rios\u201d, um grupo de sete amigos (Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly), na cidade fict\u00edcia de Derry, no sul dos Estados Unidos. A regi\u00e3o \u00e9 assolada por uma entidade maligna, metamorfa e que se alimenta de dor. Nomeada de A Coisa (ou It, no idioma original), essa entidade \u00e9 respons\u00e1vel pelos desaparecimentos e trag\u00e9dias que assolam a cidade e que t\u00eam como v\u00edtimas as crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>A trama se passa simultaneamente em duas linhas do tempo: durante o ano de 1958, quando os protagonistas t\u00eam, em m\u00e9dia, 9 a 11 anos; e em 1985, quando j\u00e1 est\u00e3o adultos. Em ambas as idades eles foram brutalmente atacados e perseguidos pela Coisa, que desenvolveu uma fixa\u00e7\u00e3o por cada um dos deles, gra\u00e7as aos seus traumas e fam\u00edlias problem\u00e1ticas. A obra trata de temas como o poder da mem\u00f3ria e o reflexo que traumas na inf\u00e2ncia causam na vida adulta nessa narrativa alternada entre os tempos e as perspectivas dos personagens.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 exagero falar que King n\u00e3o poupa seus leitores da brutalidade, de diversas formas. Seja pelas a\u00e7\u00f5es da Coisa ou por outros personagens, como os pais dos membros do clube ou os valent\u00f5es que os perseguem. O autor \u00e9 cir\u00fargico em cada uma das cenas de viol\u00eancia, o que ajuda o livro a ser um dos mais populares para os amantes do g\u00eanero. Entretanto, o escritor n\u00e3o se restringe a esse t\u00f3pico, trazendo um desenvolvimento excepcional na maturidade e psiqu\u00ea dos seus personagens.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lido ressaltar que, ao longo das 1102 p\u00e1ginas da obra, o leitor se depara com hist\u00f3rias paralelas \u00e0s dos principais, que ajudam a compor o cen\u00e1rio da cidade de Derry, sua hist\u00f3ria e cultura. Tamb\u00e9m contribuem&nbsp; para entender a magnitude do poder e crueldade da Coisa, que ao longo dos anos, passou a adotar a forma de um palha\u00e7o, chamado Pennywise, para facilitar sua ca\u00e7a \u00e0s crian\u00e7as. Ainda nesse t\u00f3pico, King trabalha muito bem a ideia abstrata de que Derry e A Coisa s\u00e3o um \u00fanico ser, devido \u00e0 origem alien\u00edgena de It e a cria\u00e7\u00e3o da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os abstratismos e met\u00e1foras s\u00e3o elementos recorrentes da narrativa desse livro, o que o torna de uma leitura mais densa e que exige uma reflex\u00e3o ao fim de cada arco, para se entender tudo aquilo que a cena exprime. De tempos em tempos, surgem novas interpreta\u00e7\u00f5es sobre um determinado elemento, o que torna a leitura ainda mais instigante, alimentando o desejo de se ter uma pr\u00f3pria interpreta\u00e7\u00e3o sobre aquilo que os outros dizem.<\/p>\n\n\n\n<p>Um fato curioso sobre a obra, \u00e9 que It: A Coisa foi escrito em quatro anos, uma vez que King \u00e9 reconhecido por sua escrita \u00e1gil, e que foi feita durante a d\u00e9cada de 80, mesmo per\u00edodo em que o autor sofria com uma forte depend\u00eancia qu\u00edmica. Anos depois de recuperado, ele admite que n\u00e3o tem tanta no\u00e7\u00e3o sobre as obras que escreveu, j\u00e1 chegando a n\u00e3o se lembrar nem de ter escrito.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de todos os pontos positivos, nem s\u00f3 disso \u00e9 feito o livro. A fat\u00eddica cena das crian\u00e7as nos esgotos, logo ap\u00f3s seu primeiro encontro com a Coisa,&nbsp; \u00e9 perturbadora, n\u00e3o pela brutalidade, mas pelo que as crian\u00e7as fazem nesse momento. Tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lido falar sobre como o autor descreve seus personagens, em rela\u00e7\u00e3o aos termos que escolhe usar.<\/p>\n\n\n\n<p>Equilibrando todos os pontos, ainda assim \u00e9 poss\u00edvel ver e apreciar a magnitude de It e como Stephen King n\u00e3o decepciona quando se trata de terror.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro pode ser encontrado na Biblioteca Municipal de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei e \u00e9 indicado para leitores maiores de 16 anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>Para fazer a sua carteirinha \u00e9 s\u00f3 levar CPF, RG, comprovante de resid\u00eancia e foto 3\u00d74 recente na biblioteca. Menores de 16&nbsp; anos dever\u00e3o ir acompanhados dos respons\u00e1veis.<br>A taxa da carteirinha \u00e9 R$5,00, com validade de um ano.<br><a href=\"https:\/\/www.google.com\/search?client=firefox-b-d&amp;sca_esv=587717745&amp;q=biblioteca+municipal+baptista+caetano+d%27almeida+endere%C3%A7o&amp;ludocid=10436391852278727718&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwiFy8jfnfaCAxUlr5UCHZPPD7kQ6BN6BAhSEAI\">Endere\u00e7o<\/a>: Pra\u00e7a Frei Orlando, 90 \u2013 Centro, S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei \u2013 MG, 36307-352<br>Instagram @bibliotecamunicipalsdjr<br>Telefone:<a href=\"https:\/\/www.google.com\/search?client=firefox-b-d&amp;q=biblioteca+municipal+s%C3%A3o+joao+del+rei\"> (32) 3373-4779<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrito em 1986, por Stephen King, intitulado \u201cRei do Terror\u201d, It: A coisa \u00e9 uma obra liter\u00e1ria, renomada dentro do g\u00eanero e cl\u00e1ssica entre os demais livros de sucesso do autor.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13380,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"yes","footnotes":""},"categories":[765],"tags":[152],"class_list":["post-13379","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte","tag-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13379","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13379"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13379\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13381,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13379\/revisions\/13381"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13380"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}