{"id":12985,"date":"2023-10-04T15:00:00","date_gmt":"2023-10-04T18:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=12985"},"modified":"2023-10-04T21:32:00","modified_gmt":"2023-10-05T00:32:00","slug":"a-historia-de-sao-joao-del-rei-e-contada-pelos-sinos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/a-historia-de-sao-joao-del-rei-e-contada-pelos-sinos\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei \u00e9 contada pelos sinos"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Por&nbsp; Oswaldo C. Almeida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/sinos-sjdr-1-768x1024.jpg\" alt=\"Torre da Igreja Nossa Senhora do Carmo Oswaldo\/Van\" class=\"wp-image-12984\" style=\"width:842px;height:1122px\" width=\"842\" height=\"1122\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/sinos-sjdr-1-768x1024.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/sinos-sjdr-1-225x300.jpg 225w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/sinos-sjdr-1.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 842px) 100vw, 842px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Torre da Igreja Nossa Senhora do Carmo &#8211; Foto: Oswaldo\/Van<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Os sinos da Igreja Nossa Senhora do Carmo acompanham S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei ao longo do dia, gra\u00e7as \u00e0 cultura secular de sineiros. Gera\u00e7\u00e3o por gera\u00e7\u00e3o, h\u00e1 cerca de 291 anos, eles contam pelo toque onde, quando e quem ir\u00e1 celebrar a solenidade, al\u00e9m de eventos e falecimentos, servindo como um guia dos s\u00e3o-joanenses.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Nossa Senhora do Carmo, fundada em 1732, \u00e9 uma das igrejas centen\u00e1rias que foram catalogadas pelo Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN). Os moradores pr\u00f3ximos contam que \u00e9 bom ouvir a melodia dos sinos, j\u00e1 que eles se comunicam com a popula\u00e7\u00e3o ao avisar o que est\u00e1 por vir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Nada disso seria poss\u00edvel sem os sineiros, treinados para reproduzir as melodias e os repiques. Patrick Anderson, um dos veteranos respons\u00e1veis pelos sinos e excurs\u00f5es, conta um pouco mais sobre a cultura dos sinos em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei na entrevista concedida \u00e0 equipe de reportagem da VAN. Confira!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/sinos-sjdr-2-768x1024.jpg\" alt=\"Museu dos Sinos dentro da Igreja Nossa Senhora do Carmo Oswaldo\/Van\" class=\"wp-image-12983\" style=\"width:839px;height:1119px\" width=\"839\" height=\"1119\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/sinos-sjdr-2-768x1024.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/sinos-sjdr-2-225x300.jpg 225w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/sinos-sjdr-2.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 839px) 100vw, 839px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Museu dos Sinos dentro da Igreja Nossa Senhora do Carmo &#8211; Foto: Oswaldo\/Van<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VAN:<\/strong> <strong>Quando come\u00e7ou a tradi\u00e7\u00e3o dos sinos aqui em S\u00e3o Jo\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Patrick: <\/strong>A tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem um per\u00edodo certo de onde come\u00e7ou e nem tem uma hist\u00f3ria conclusiva de como. At\u00e9 ent\u00e3o nosso sino mais antigo \u00e9 de aproximadamente 1773 e com ele, segundo a hist\u00f3ria, come\u00e7aram a elaborar os toques. A teoria mais falada que tem, e que \u00e9 inclusive falada no \u201cMuseus dos Sinos\u201d, \u00e9 que foi atrav\u00e9s dos escravos, pois o senhor n\u00e3o iria subir na torre para tocar e mandava eles fazer esse trabalho. Como tinham conhecimento apenas das melodias das culturas africanas, derivados da umbanda, candombl\u00e9, o badalar ganhou essa forma e timbre semelhante aos toques que permanecem at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive, imagino que os novos sineiros apenas reproduzem. N\u00e3o sabem de onde vem esses toques que vem evoluindo com o tempo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VAN: Como essa tradi\u00e7\u00e3o se tornou t\u00e3o importante para S\u00e3o Jo\u00e3o Del-rei ser conhecida como \u201c Terra onde os sinos falam&#8221;?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Patrick:<\/strong> Aqui tem muitas regras para os sinos, n\u00e3o se pode tocar sino fora do hor\u00e1rio. Tanto que quando isso acontece, a popula\u00e7\u00e3o estranha e busca saber o motivo. Os motivos s\u00e3o v\u00e1rios, desde um falecimento, enterro ou missa. Todos com seu toque pr\u00f3prio, dia pr\u00f3prio e hor\u00e1rio pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, no Domingo sempre tem um toque, chamado \u201cDia de Missa\u201d. A \u201cChamadinha de Padre\u201d: temos que falar com o padre que vai realizar a cerim\u00f4nia, pois se \u00e9 um, toca tr\u00eas vezes no final, se \u00e9 outro, quatro\u2026 Incluindo, tem um toque guardado para caso o Papa venha.<\/p>\n\n\n\n<p>O sino virou tipo uma forma de identifica\u00e7\u00e3o. Uma melodia da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VAN: Ent\u00e3o virou como uma r\u00e1dio not\u00edcia do clero para a popula\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Patrick:<\/strong> Sim. Imagina algo desse tamanho, no centro da cidade, por exemplo, apenas balan\u00e7ando. As pessoas perguntam, buscam saber o que houve.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>VAN: Os sinos antigos, quando se quebram, v\u00e3o para o Museu?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Patrick:<\/strong> Antigamente, por volta de 2005, n\u00e3o tinha essa cultura de preservar, ent\u00e3o quando um deles rachou, infelizmente descartamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o Museu de Sinos, um projeto do Andr\u00e9 Dangelo, autor do livro \u201cSentinelas Sonoras\u201d, agora o procedimento \u00e9 trazer para c\u00e1 quando algo se quebra. Algo raro, s\u00f3 aconteceu tr\u00eas vezes em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei \u00e9 a \u201cCidade onde os sinos falam\u201d pela marca que os instrumentos deixam na regi\u00e3o, contando uma longa e antiga hist\u00f3ria<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12984,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"yes","footnotes":""},"categories":[3,109],"tags":[],"class_list":["post-12985","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidades","category-sao-joao-del-rei-microrregiao-de-sao-joao-del-rei"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12985","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12985"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12985\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12987,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12985\/revisions\/12987"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12984"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12985"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12985"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12985"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}