{"id":12905,"date":"2023-09-14T11:30:17","date_gmt":"2023-09-14T14:30:17","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=12905"},"modified":"2023-09-14T11:30:18","modified_gmt":"2023-09-14T14:30:18","slug":"vida-da-gente-zines-da-apac-feminina-25a-edicao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/vida-da-gente-zines-da-apac-feminina-25a-edicao\/","title":{"rendered":"Vida da Gente: zines da APAC Feminina 25\u00aa edi\u00e7\u00e3o\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Vida da Gente<\/strong> \u00e9 uma coluna quinzenal de divulga\u00e7\u00e3o dos zines\u00b9 produzidos por mulheres em situa\u00e7\u00e3o de priva\u00e7\u00e3o de liberdade, na Unidade Feminina da Associa\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o e Assist\u00eancia ao Condenado (APAC) de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u201cSem T\u00edtulo\u201d<\/em>, de Karla Nicole, agosto de 2022.<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"488\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha1-1024x488.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12906\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha1-1024x488.jpg 1024w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha1-300x143.jpg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha1-768x366.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha1-1536x732.jpg 1536w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha1-2048x976.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"488\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha2-1024x488.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12907\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha2-1024x488.jpg 1024w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha2-300x143.jpg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha2-768x366.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha2-1536x732.jpg 1536w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha2-2048x976.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha3-1024x488.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12908\" style=\"width:840px;height:400px\" width=\"840\" height=\"400\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha3-1024x488.jpg 1024w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha3-300x143.jpg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha3-768x366.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha3-1536x732.jpg 1536w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/linha3-2048x976.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Transcri\u00e7\u00e3o de <\/strong><strong><em>\u201cSem T\u00edtulo\u201d,<\/em><\/strong><strong> de Karla Nicole<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma mulher desiludida, confinada do seu direito de ir e vir, seca, fria, com medo, mas um dia pede a Deus para enviar um namorado aben\u00e7oado.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 20\/03 acontecia uma missa onde despertou na jovem Alice o amor e viu um jovem em frente a igrejinha tocando pandeiro e o amor foi despertado por ambos e os olhares trocados.<\/p>\n\n\n\n<p>O amor redime o sofrimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor que cuidar?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O amor tem que ser como uma flor, cultivando, cuidado, regado e isso alimenta a alma desses jovens, Alice e Andrey, de amor. Mesmo cercado por v\u00e1rias pessoas eles est\u00e3o sobrevivendo a cada insulto, a cada palavra \u201cdesista\u201d, a cada frase \u201cn\u00e3o vai dar certo\u201d, mas o amor esta sobrevivendo. Mesmo somente por cartas, eles est\u00e3o vencendo cada obst\u00e1culo, eles sentem saudades, mas h\u00e1 duas portas que o separam e grades, mas este amor est\u00e1 sobrevivendo, est\u00e1 sendo vivido por eles.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO amor que tamb\u00e9m pulsa\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O 1\u00ba beijo foi 20\/05 na quadra de um evento. A\u00ed o cora\u00e7\u00e3o disparou, as m\u00e3os ficaram tr\u00eamulas, frio na barriga, cora\u00e7\u00e3o disparou, a\u00ed nasceu al\u00e9m do amor, o carinho e o respeito. A humildade do amor, que \u00e9 a ren\u00fancia para ver o outro feliz, \u00e9 tamb\u00e9m superar o insuper\u00e1vel. Mesmo \u00e0 dist\u00e2ncia j\u00e1 se trocaram mais de 25 cartas, ent\u00e3o bateu o amor!<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo a arte pode mudar a vida?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Alice se pergunta: o que \u00e9 o amor?<\/p>\n\n\n\n<p>Amor \u00e9 fogo que arde sem se ver, \u00e9 o supremo do insuper\u00e1vel ser super\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Amor poderia ser elom sexo, mas vai al\u00e9m disso, amor \u00e9 se doar para si mesmo, depois amar o outro que se tornar\u00e1 membro da sua fam\u00edlia, estranho, mas o amor vai superando o elo da separa\u00e7\u00e3o. Dois cora\u00e7\u00f5es est\u00e3o unidos na mesma sintonia da uni\u00e3o da supera\u00e7\u00e3o do seu \u00edntimo mais oculto do seu ser, do super\u00e1vel e do insuper\u00e1vel! Te amo<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cBoca seca, intestino preso, sono.<br>Tudo \u00e9 muito colorido,<\/p>\n\n\n\n<p>quase poderia sentir.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que acontece cada vez que voc\u00ea sente?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 indescrit\u00edvel e permiss\u00edvel e cada carta enviada vai ali um amor profundo junto. Mesmo o se o seu grande amor est\u00e1 afastado pelas grades, pela pequena dist\u00e2ncia, que circunst\u00e2ncia a separa\u00e7\u00e3o mesmo sendo por um processo que um dia chegar\u00e1 ao fim. O que sente ambos? Um pouco frustrado um amor que tudo ser\u00e1 suportado. Tudo vai al\u00e9m das grades, do barulho dos cadeados e da solid\u00e3o da noite, onde ambos deitam, cada um num regime e leem a carta um do outro como uma conex\u00e3o profunda de pensamentos, que a lei atrai este cora\u00e7\u00e3o de amor.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 que um dia, Andrey foi trabalhar no confinamento e eles ficaram via carta afastados, mas Alice entristeceu, ficou ap\u00e1tica, triste sem se falarem, mas ela como uma mulher s\u00e1bia, continuou escrevendo, duas cartas por semana, onde o mesmo escreveu secamente e mesmo assim Alice continuou insistindo na escrita e Andrey continua lendo as cartas e n\u00e3o respondendo devido ao trabalho \u00e1rduo, cansado. E Alice entende e escreve toda vez sobre o seu amor por ele que alimenta cada vez mais e ela sente que ele sorri a cada carta recebida e assim Alice vai sobrevivendo ao amor!<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma coisa significa outra coisa quando muda de lugar?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O que muda para Alice? Nada, s\u00f3 aumenta cada vez mais, ela transmite a ele esta seguran\u00e7a, este amor, a espera de v\u00ea-lo, de estar perto dele e est\u00e3o sobrevivendo este amor de tudo isso.<br>O que o amor n\u00e3o supera? O que o amor n\u00e3o perdoa? O que \u00e9 o amor? O que \u00e9 a vida sem o amor?<br>Nada!<\/p>\n\n\n\n<p>O amor \u00e9 perd\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso o amor sobrevive a tudo e tudo suporta, tudo se entende, tudo se vivencia!<\/p>\n\n\n\n<p>O amor no c\u00e1rcere!<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00e1rcere no amor!!!<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que permanece invis\u00edvel no nosso dia a dia?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A demonstra\u00e7\u00e3o do amor!!!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<p>Mediadas por Taisa Maria Laviani\u00b2, as oficinas de zines realizadas na APAC Feminina de SJDR tem como objetivo abrir espa\u00e7o para o di\u00e1logo, a reflex\u00e3o, o fazer manual, a criatividade e a autoralidade, a partir da pr\u00e1tica art\u00edstica e comunicativa. Tamb\u00e9m busca promover a circula\u00e7\u00e3o dessas narrativas e cria\u00e7\u00f5es, atrav\u00e9s da coluna <a href=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/category\/vida-da-gente\/\"><strong>Vida da Gente<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Erguer a voz a partir de seu lugar no mundo \u00e9 um ato de poder existir, se reconhecer e ser reconhecido. E o que as mulheres em situa\u00e7\u00e3o prisional tem a nos dizer? A nos mostrar? Fique de olho!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00b9 O <strong>Fanzine<\/strong>, ou simplesmente <strong>zine<\/strong>, \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o independente. Um zine \u00e9 um ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o (assim como o jornal, livro, revista, gibi, etc.) que pode assumir qualquer formato, abordar qualquer tema e ser publicado por qualquer pessoa, com os mais baixos recursos. Por isso, segue \u00e0 risca o lema \u201cfa\u00e7a voc\u00ea mesmo!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00b2 Taisa Maria Laviani \u00e9 fanzineira e educadora. Formada em Ci\u00eancias Sociais pela Universidade Estadual Paulista. Possui mestrado interdisciplinar em Artes, Urbanidades e Sustentabilidade pela Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vida da Gente \u00e9 uma coluna quinzenal de divulga\u00e7\u00e3o dos zines produzidos por mulheres em situa\u00e7\u00e3o de priva\u00e7\u00e3o de liberdade, na Unidade Feminina da Associa\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o e Assist\u00eancia ao Condenado (APAC) de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12906,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[777,109,746],"tags":[779,753,14,778,748],"class_list":["post-12905","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-fanzine","category-sao-joao-del-rei-microrregiao-de-sao-joao-del-rei","category-vida-da-gente","tag-apac","tag-fanzine","tag-sao-joao-del-rei","tag-vida-da-gente","tag-zine"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12905","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12905"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12905\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12911,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12905\/revisions\/12911"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12906"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12905"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12905"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12905"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}