{"id":12486,"date":"2023-05-22T21:33:12","date_gmt":"2023-05-23T00:33:12","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=12486"},"modified":"2023-05-26T15:04:43","modified_gmt":"2023-05-26T18:04:43","slug":"em-2023-a-campanha-maio-amarelo-completa-10-anos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/em-2023-a-campanha-maio-amarelo-completa-10-anos\/","title":{"rendered":"Em 2023, a campanha Maio Amarelo completa 10 anos"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por Geovana Nunes, Let\u00edcia Vilela e Rebeca Costa<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"464\" data-id=\"12488\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Screenshot_20230522_204752_Drive2-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12488\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Screenshot_20230522_204752_Drive2-1.jpg 720w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Screenshot_20230522_204752_Drive2-1-300x193.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Maio marca a campanha por um tr\u00e2nsito mais seguro. Cr\u00e9dito: Geovana Nunes<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00eas de maio \u00e9 destinado \u00e0s campanhas internacionais de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito. O amarelo \u00e9 a cor tem\u00e1tica, pois no sem\u00e1foro ela representa aten\u00e7\u00e3o e precau\u00e7\u00e3o. 2023 marca os dez anos do Maio Amarelo no Brasil e o objetivo, estabelecido pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), \u00e9 que at\u00e9 2030 os acidentes de tr\u00e2nsito sejam reduzidos pela metade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a campanha deste ano \u00e9 \u201cNo tr\u00e2nsito, escolha a vida\u201d e busca sensibilizar as pessoas para a import\u00e2ncia de garantir a vida de todos. J\u00e1 que o tr\u00e2nsito \u00e9 formado por motoristas, ciclistas e pedestres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 40 mil pessoas morrem por ano em acidentes de tr\u00e2nsito por todo o Brasil. Algumas pessoas t\u00eam ferimentos muito graves que mudam drasticamente suas vidas. Apesar do C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro ter 26 anos e estabelecer uma s\u00e9rie de normas de conduta, 50 bilh\u00f5es de reais s\u00e3o gastos todos os anos com as despesas geradas por acidentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00e1lculo realizado pelo Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas Aplicadas (IPEA), em 2020, leva em considera\u00e7\u00e3o desde as despesas hospitalares at\u00e9 as custas judiciais. Os graves acidentes de tr\u00e2nsito s\u00e3o ainda um problema de sa\u00fade p\u00fablica, pois as pessoas acidentadas demandam de pelo menos 60% dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e metade das cirurgias emergenciais do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, os acidentes de tr\u00e2nsito foram a causa de morte principal de crian\u00e7as e adolescentes, entre 5 e 14 anos. Mesmo com a diminui\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros de acidentes em algumas cidades e capitais brasileiras, morrem em m\u00e9dia 110 pessoas por dia em ruas e estradas de todo pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O perigo iminente das avenidas&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Artur Castro (21), morador de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, faz o caminho de sua casa ao seu trabalho todos os dias de moto. Passando pela movimentada Avenida Leite Castro, que conta com uma alta passagem de carros durante os hor\u00e1rios de pico. Artur diz que a autoescola n\u00e3o te prepara para o tr\u00e2nsito: \u201c \u00c9 pouco tempo de aprendizado. Eles te explicam s\u00f3 o b\u00e1sico, depois \u00e9 s\u00f3 sua experi\u00eancia. E qualquer erro no tr\u00e2nsito pode se tornar um acidente&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O s\u00e3o-joanense ainda ressalta que &#8220;Se voc\u00ea j\u00e1 estiver atrasado, vai se atrasar ainda mais. Quando eu j\u00e1 sei que vou precisar passar pela Leite Castro, eu corto caminho pela cidade universit\u00e1ria, que n\u00e3o tem engarrafmento\u201d. A sinaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deixa a desejar, com sem\u00e1foros que duram muito tempo, cruzamentos sem placas e faixas de pedestres que n\u00e3o s\u00e3o respeitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivenciar todos os dias o risco iminente de quase perder a vida fazendo uma tarefa corriqueira para alguns, como ir para o trabalho, \u00e9 assustador. Artur diz que \u201cA maioria das pessoas n\u00e3o tem habilita\u00e7\u00e3o e nem respeita as leis de tr\u00e2nsito\u201d, transformando as avenidas em locais cada vez mais perigosos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As informa\u00e7\u00f5es sobre a programa\u00e7\u00e3o do Maio Amarelo s\u00e3o dadas por Odal\u00e9a de Souza. Chefe de educa\u00e7\u00e3o da Secretaria de Tr\u00e2nsito e Mobilidade Urbana (SETRAM), ela conta os principais desafios do tr\u00e2nsito na cidade de Barbacena.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Excesso de velocidade, principalmente entre motociclistas. Avan\u00e7o de sinal e uso de celular por condutores&#8221;, afirma. Durante todo o ano o Setram faz a\u00e7\u00f5es educativas nas escolas e nas vias p\u00fablicas da cidade para conscientizar a popula\u00e7\u00e3o das condutas corretas no tr\u00e2nsito.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das blitz educativas, onde os policiais v\u00e3o refor\u00e7ar o perigo do uso de bebidas alco\u00f3licas e dire\u00e7\u00e3o, uso do cinto de seguran\u00e7a e demais cuidados, existe um grande refor\u00e7o nas a\u00e7\u00f5es dentro dos col\u00e9gios. Para que as crian\u00e7as e adolescentes n\u00e3o s\u00f3 tomem consci\u00eancia, mas tamb\u00e9m reforcem as informa\u00e7\u00f5es para os pais e respons\u00e1veis que dirigem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As passagens turbulentas pela &#8220;rodovia do caos&#8221;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A BR-265, que liga Lavras a S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, \u00e9 conhecida como &#8220;rodovia do caos&#8221;. A situa\u00e7\u00e3o da estrada \u00e9 bastante prec\u00e1ria. Os buracos s\u00e3o enormes, enchem de \u00e1gua da chuva e dificultam muito a passagem dos ve\u00edculos. A sinaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deixa a desejar e a poeira que sobe com a passagem dos carros \u00e9 outro desafio enfrentado pelos motoristas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vivian Aparecida Malta (21) \u00e9 natural de Barbacena e estuda medicina veterin\u00e1ria na Universidade Federal de Lavras (UFLA). Ela conta suas viv\u00eancias pela 265, entre as duas cidades. \u201cMesmo quando eles d\u00e3o manuten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o dura. D\u00e1 muito buraco r\u00e1pido. E isso faz com que o trajeto fique muito longo. Muito cansativo\u201d, diz a respeito das condi\u00e7\u00f5es da estrada. Vivian j\u00e1 ficou cinco horas no \u00f4nibus e considera todo esse tempo um absurdo, j\u00e1 que o m\u00e1ximo da viagem seria tr\u00eas horas e meia. \u201cE eu sei que a Transur coloca que o \u00f4nibus pode atrasar meia hora. S\u00f3 que atrasa muito mais do que isso\u201d, comenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A respeito de fazer o trajeto de carro, Vivian compartilha que de fato seria mais pr\u00e1tico. Por\u00e9m o medo de acidentes devido a precariedade da estrada \u00e9 maior. \u201cE a estrada quando a gente vem de carro\u2026 eu realmente fico com medo. Porque tem muito buraco. Muito buraco [&#8230;] Tem vezes que tem que cortar porque tem esse caminh\u00e3o. E quando chega a hora de cortar n\u00e3o d\u00e1 [&#8230;] por causa dos buracos\u201d, afirma Vivian.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela ainda faz considera\u00e7\u00f5es sobre o perigo de estragar o ve\u00edculo durante o percurso, devido novamente aos buracos pela rodovia. \u201cTem que tomar muito cuidado, porque sen\u00e3o o carro pode ficar no meio da BR. Porque dependendo do buraco em que ele cai, estraga\u201d, diz. E mesmo com o \u00f4nibus, que seria mais seguro, ainda existem problemas. \u201cEu venho de \u00f4nibus [..] mas mesmo assim \u00e9 muito ruim. Tem hora que literalmente o \u00f4nibus tem que parar, esperar os carros que est\u00e3o na outra pista passar para ele passar pela outra pista. Porque n\u00e3o tem como passar por uma pista s\u00f3\u201d, continua.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, Vivian diz que a forma mais econ\u00f4mica de viajar seria por aplicativos de carona, mas ainda \u00e9 invi\u00e1vel na \u201crodovia do caos\u201d. \u201cSe fosse uma estrada mais segura, eu at\u00e9 tentaria pegar essas caronas. S\u00f3 que por causa da estrada eu nem cogito\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A &#8220;curva da morte&#8221; e suas implica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um trecho entre Rit\u00e1polis e S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei foi apelidado de &#8220;curva da morte&#8221; devido ao n\u00famero expressivo de acidentes ocorridos nessa passagem da estrada. O tenente Luiz Fernando Bel\u00e9m afirma que um levantamento feito pela Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria da regi\u00e3o constatou que a m\u00e9dia anual dos acidentes, desde 2017, nesta regi\u00e3o \u00e9 de 10 ocorr\u00eancias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Comandante do segundo pelot\u00e3o da 13\u00aa Companhia de Policiamento Rodovi\u00e1rio do Batalh\u00e3o da Pol\u00edcia Militar Rodovi\u00e1ria desde 2021, comenta que o tra\u00e7ado sinuoso da pista \u00e9 um fator que impulsiona o \u00edndice de ocorr\u00eancias. O per\u00edodo de chuvas \u00e9 um dos maiores obst\u00e1culos enfrentados. \u201cQuanto mais chuvoso o tempo, a pista fica mais perigosa e escorregadia. A visibilidade diminu\u00edda, atrelada a falta de aten\u00e7\u00e3o e imprud\u00eancia de muitos condutores faz com que aconte\u00e7am muitos acidentes\u201d, afirma o Tenente Bel\u00e9m.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a situa\u00e7\u00e3o, ainda n\u00e3o h\u00e1 nenhuma previs\u00e3o para a instala\u00e7\u00e3o de redutores de velocidade. Com isso, medidas devem ser tomadas durante todo o ano. A manuten\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo, pneu em boas condi\u00e7\u00f5es e funcionamento da parte el\u00e9trica s\u00e3o alguns dos cuidados que devem ser adotados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o Tenente refor\u00e7a que a precau\u00e7\u00e3o para todos os condutores deve ser a mesma. \u201cAs medidas de seguran\u00e7a que o condutor deve adotar \u00e9 respeitar a velocidade da rodovia, n\u00e3o fazer ultrapassagem em local proibido, n\u00e3o ingerir bebidas alco\u00f3licas antes de dirigir. S\u00e3o essas medidas que v\u00e3o mitigar e melhorar as ocorr\u00eancias de acidente de tr\u00e2nsito\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O militar finaliza afirmando a extrema import\u00e2ncia da parceria entre Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria juntamente aos motoristas, passageiros e pedestres. \u201c \u00c9 necess\u00e1rio que n\u00e3o s\u00f3 haja o esfor\u00e7o da Pol\u00edcia Militar Rodovi\u00e1ria Estadual, como tamb\u00e9m que as medidas sejam implementadas. Redutor de velocidade, quebra-mola, radar. Nada disso adianta se o condutor dirigir embriagado, fazer manobras arriscadas, ultrapassar em locais perigosos, que as coisas ir\u00e3o acontecer da mesma forma\u201d, conclui.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\tO ano de 2023 marca os dez anos do Maio Amarelo no Brasil e o objetivo, estabelecido pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), \u00e9 que at\u00e9 2030 os acidentes de tr\u00e2nsito sejam reduzidos pela metade. <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12488,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-12486","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidades"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12486"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12486\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12539,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12486\/revisions\/12539"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12488"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}