{"id":12446,"date":"2023-05-18T12:45:26","date_gmt":"2023-05-18T15:45:26","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=12446"},"modified":"2023-05-26T15:06:04","modified_gmt":"2023-05-26T18:06:04","slug":"rascunhotodo-coracao-bate-igual-automatico","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/rascunhotodo-coracao-bate-igual-automatico\/","title":{"rendered":"Todo cora\u00e7\u00e3o bate igual"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\"><em>Por Geovana Nunes Alves Pereira<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/E-um-homem_-E-um-passaro_-Credito-da-foto_-Ian-Pablo-Furtado--768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12457\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/E-um-homem_-E-um-passaro_-Credito-da-foto_-Ian-Pablo-Furtado--768x1024.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/E-um-homem_-E-um-passaro_-Credito-da-foto_-Ian-Pablo-Furtado--225x300.jpg 225w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/E-um-homem_-E-um-passaro_-Credito-da-foto_-Ian-Pablo-Furtado--1152x1536.jpg 1152w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/E-um-homem_-E-um-passaro_-Credito-da-foto_-Ian-Pablo-Furtado-.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><\/p>\n\n\n\n<p><em> \u00c9 um homem? \u00c9 um p\u00e1ssaro?<\/em>&nbsp;<em>Cr\u00e9dito: Ian Pablo Furtado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A cidade de Barbacena ainda n\u00e3o se libertou do r\u00f3tulo de &#8220;cidade dos doidos&#8221;, mesmo que os acontecimentos que chocaram todo o Brasil tenham acontecido h\u00e1 anos. Uma parcela do tratamento desumano que as pessoas internadas no antigo Hospital Col\u00f4nia, que hoje faz parte da FHEMIG (Funda\u00e7\u00e3o Hospitalar do Estado de Minas Gerais), foi documentada e representada no Museu da Loucura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Localizado no terreno da FHEMIG de Barbacena, o Museu apresenta sensa\u00e7\u00f5es desconfort\u00e1veis e agonizantes ao mostrar ao p\u00fablico as barbaridades que aconteciam dentro do Pavilh\u00e3o. Todas as emo\u00e7\u00f5es experimentadas dentro das salas de exposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o uma parte m\u00ednima de todo sofrimento passado por todas as milhares de pessoas que estiveram naquele lugar. Por\u00e9m, o desconforto sentido pelo visitante \u00e9 essencial para lembrar sempre a import\u00e2ncia da Luta Antimanicomial. E hoje, no dia 18 de maio \u00e9 marcado o Dia Nacional desta luta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"494\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Screenshot_20230518_135807_Drive2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12459\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Screenshot_20230518_135807_Drive2.jpg 720w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Screenshot_20230518_135807_Drive2-300x206.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Convite da Coordena\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade Mental de Barbacena ao evento de hoje. (Divulga\u00e7\u00e3o)&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Pra\u00e7a dos Andradas, no centro da cidade de Barbacena, vai sediar o evento da Luta Antimanicomial no munic\u00edpio. Vai acontecer das 13h \u00e0s 15h da tarde desta quinta-feira. Fruto de uma organiza\u00e7\u00e3o da Coordena\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade Mental de Barbacena, o encontro vai contar com os usu\u00e1rios, familiares, trabalhadores, amigos, parceiros e simpatizantes da Rede de Sa\u00fade Mental da cidade. As apresenta\u00e7\u00f5es musicais ser\u00e3o abertas ao p\u00fablico e a participa\u00e7\u00e3o do mesmo. Todos os anos os organizadores e pessoas que est\u00e3o dentro da luta antimanicomial usam uma camisa feita para o evento. Todas as camisas j\u00e1 produzidas ser\u00e3o expostas, assim como os estandartes. Fl\u00e1via Vasques, coordenadora do setor, refor\u00e7a que a luta antimanicomial \u00e9 di\u00e1ria. Neste ano o tema ser\u00e1 &#8220;BarbaCena: Cena de cuidado, mudan\u00e7a, respeito e liberdade.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Guimar\u00e3es Rosa, escritor mineiro, descreve em seu conto &#8220;&#8221;Sor\u00f4co, sua m\u00e3e e sua filha&#8221; a forma desumana que os trens transportavam as pessoas at\u00e9 o Hospital Col\u00f4nia. &nbsp; &#8220;Assim repartido em dois, num dos c\u00f4modos as janelas sendo de grades, feito as de cadeia, para os presos&#8221;, narra Guimar\u00e3es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No fim de seu conto, ele aproxima a forma como todos os personagens pensam. Como uma s\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"663\" src=\"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Banner-colocado-no-Musei-da-Loucura-de-Barbacena.-Credito_-Geovana-Nunes-1-1024x663.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12456\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Banner-colocado-no-Musei-da-Loucura-de-Barbacena.-Credito_-Geovana-Nunes-1-1024x663.jpg 1024w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Banner-colocado-no-Musei-da-Loucura-de-Barbacena.-Credito_-Geovana-Nunes-1-300x194.jpg 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Banner-colocado-no-Musei-da-Loucura-de-Barbacena.-Credito_-Geovana-Nunes-1-768x497.jpg 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Banner-colocado-no-Musei-da-Loucura-de-Barbacena.-Credito_-Geovana-Nunes-1-1536x994.jpg 1536w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Banner-colocado-no-Musei-da-Loucura-de-Barbacena.-Credito_-Geovana-Nunes-1-2048x1326.jpg 2048w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Banner-colocado-no-Musei-da-Loucura-de-Barbacena.-Credito_-Geovana-Nunes-1-370x241.jpg 370w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Banner-colocado-no-Musei-da-Loucura-de-Barbacena.-Credito_-Geovana-Nunes-1-761x492.jpg 761w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Banner colocado no Museu da Loucura de Barbacena.&nbsp;Cr\u00e9dito:&nbsp; Geovana Nunes<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Existe uma parte do Museu da Loucura, lembra um arm\u00e1rio, em que est\u00e3o expostos instrumentos com os quais os m\u00e9dicos realizavam lobotomia nas pessoas que ali estavam internadas. Dentro dessa pequena sala, voc\u00ea consegue ouvir um cora\u00e7\u00e3o batendo. E voc\u00ea pode sentir que ele bate da mesma forma que o seu.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cidade de Barbacena ainda n\u00e3o se libertou do r\u00f3tulo de &#8220;cidade dos doidos&#8221;, mesmo que os acontecimentos que chocaram todo o Brasil tenham acontecido h\u00e1 anos. 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