{"id":11066,"date":"2021-11-29T17:00:00","date_gmt":"2021-11-29T20:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=11066"},"modified":"2021-12-04T12:44:31","modified_gmt":"2021-12-04T15:44:31","slug":"lima-barreto-uma-breve-biografia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/lima-barreto-uma-breve-biografia\/","title":{"rendered":"Lima Barreto: Uma breve biografia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\">Texto: Ana Luiza Vieira, Samantha Souza, Susane Costa e K\u00e1tia Cilene<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Revis\u00e3o: Samantha Souza<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Afonso Henriques de Lima Barreto, mais conhecido como Lima Barreto, foi um jornalista e escritor brasileiro, que publicou romances, s\u00e1tiras, contos, cr\u00f4nicas e uma vasta obra em peri\u00f3dicos, principalmente em revistas populares ilustradas e peri\u00f3dicos anarquistas do in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Escritor militante, como ele mesmo se definia, Lima Barreto professou ideias pol\u00edticas e sociais \u00e0 frente de seu tempo, com cr\u00edticas contundentes ao racismo (que sentiu na pr\u00f3pria pele) e outras mazelas cr\u00f4nicas da sociedade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Natural da cidade do Rio de Janeiro, nascido em 13 de maio de 1881, sendo seus pais Jo\u00e3o Henriques, tip\u00f3grafo, e Am\u00e1lia Augusta, professora e escrava liberta, que escolheram como padrinho de Afonso o Visconde de Ouro Preto, senador do Imp\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Faleceu em 1922, depois de diversas interna\u00e7\u00f5es em hospitais psiqui\u00e1tricos por causa de sua constante depress\u00e3o e alcoolismo. N\u00e3o se casou e n\u00e3o teve filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo tendo ocorrido a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no dia do seu anivers\u00e1rio de sete anos, as marcas do preconceito e as dificuldades de inclus\u00e3o dos negros e mulatos sempre foram retratadas por Lima Barreto em suas obras. O escritor come\u00e7ou suas obras em 1900, com registro para o livro <em>Di\u00e1rio \u00cdntimo<\/em>, onde relatou suas impress\u00f5es sobre a cidade do Rio de Janeiro e a vida urbana. Em 1905, Lima Barreto come\u00e7a a escrever reportagens que eram publicadas no <em>Correio da Manh\u00e3<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para muitos estudiosos, Lima Barreto deve ser estudado como pr\u00e9-modernista, por sua vis\u00e3o consciente da realidade brasileira. Nos seus romances, percebe-se elementos autobiogr\u00e1ficos, pois suas experi\u00eancias aparecem transpostas em alguns personagens, principalmente negros e mesti\u00e7os, que sofrem com o preconceito racial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/lima-barreto.png\" alt=\"Lima Barreto: Uma breve biografia\" class=\"wp-image-11065\" width=\"841\" height=\"520\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/lima-barreto.png 576w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/lima-barreto-300x185.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 841px) 100vw, 841px\" \/><figcaption>Limas Barreto: o intelectual vision\u00e1rio &#8211; Fonte: http:\/\/www.pordentrodaafrica.com\/<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As obras desse escritor apresentam uma linguagem coloquial e fluida. Uma das caracter\u00edsticas \u00e9 o teor sat\u00edrico e humor\u00edstico presente em seus escritos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu livro mais conhecido, <em>Triste fim de Policarpo Quaresma<\/em> (1915), o autor transp\u00f4s para a fic\u00e7\u00e3o importantes acontecimentos da rep\u00fablica brasileira, como a cr\u00edtica ao nacionalismo exacerbado e ut\u00f3pico, caracter\u00edstica muito cultivada pelo romantismo no s\u00e9culo XIX. Ainda nessa obra, critica o autoritarismo militar resultado da ditadura implementada por Floriano Peixoto.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em <em>Recorda\u00e7\u00f5es do Escriv\u00e3o Isa\u00edas Caminha <\/em>(1909), h\u00e1 uma forte den\u00fancia sobre o racismo, al\u00e9m da cr\u00edtica \u00e0 imprensa brasileira. Assim, conhecemos a hist\u00f3ria de Isa\u00edas Caminha, um jovem negro do interior, que tinha o sonho de ser bem sucedido no Rio de Janeiro. No entanto, sua trajet\u00f3ria \u00e9 marcada pelas dificuldades impostas pela cor, mesmo ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra obra importante \u00e9 <em>Clara dos Anjos<\/em>, finalizada em 1922 (ano da morte do autor) e publicada em 1948. Nela, conhecemos Clara dos Anjos, uma mo\u00e7a jovem mulata do sub\u00farbio que \u00e9 enganada e acaba gr\u00e1vida. Al\u00e9m da tem\u00e1tica do racismo, tamb\u00e9m \u00e9 explorado o papel da mulher negra na sociedade carioca no in\u00edcio do s\u00e9c XX.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros livros importantes de Lima Barreto s\u00e3o: os romances Recorda\u00e7\u00f5es do escriv\u00e3o Isa\u00edas Caminha (1909), As aventuras do Dr. Bogoloff (1912), Numa e a ninfa (1915) e Vida e morte de M. J. Gonzaga de S\u00e1 (1919); os contos Hist\u00f3rias e sonhos (1920); as cr\u00f4nicas Os bruzundangas (1922) e Bagatelas (1923); a novela O subterr\u00e2neo do Morro do Castelo escrito em 1905 e publicado pela primeira vez em 1997; e, as mem\u00f3rias Di\u00e1rio \u00edntimo (1953) e O cemit\u00e9rio dos vivos (1956).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Afonso Henriques de Lima Barreto, mais conhecido como Lima Barreto, foi um jornalista e escritor brasileiro, que publicou romances, s\u00e1tiras, contos, cr\u00f4nicas e uma vasta obra em peri\u00f3dicos, principalmente em revistas populares ilustradas e peri\u00f3dicos anarquistas do in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11065,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"yes","footnotes":""},"categories":[728,13],"tags":[152],"class_list":["post-11066","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-consciencia-negra","category-cultura","tag-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11066","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11066"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11066\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11069,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11066\/revisions\/11069"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11065"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11066"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11066"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11066"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}