{"id":10853,"date":"2021-10-04T21:17:13","date_gmt":"2021-10-05T00:17:13","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=10853"},"modified":"2021-10-04T21:19:03","modified_gmt":"2021-10-05T00:19:03","slug":"choques-culturais-e-a-descolonizacao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/choques-culturais-e-a-descolonizacao\/","title":{"rendered":"Choques culturais e a descoloniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A import\u00e2ncia dos choques culturais e por que \u00e9 preciso descolonizar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 hora de enegrecer as refer\u00eancias\u201d, foi o que afirmou L\u00e9lia Gonzales, fil\u00f3sofa, antrop\u00f3loga, intelectual e militante do movimento negro e feminista. H\u00e1 tempos que falta \u00e0 nossa sociedade levar um verdadeiro choque de cultura, entender e internalizar que a cultura brasileira \u00e9 africana, que n\u00e3o somos brancos e sim latinos e que a cada dia que passa torna-se mais necess\u00e1rio extinguir o imagin\u00e1rio europeu que vai na contram\u00e3o da nossa realidade como povo.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior fatia da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 composta por negros, sendo 46,8% declarados pardos e 9,4% pretos, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) 2019. A funda\u00e7\u00e3o da nossa civiliza\u00e7\u00e3o conta com milhares de negros que vieram para o pa\u00eds em condi\u00e7\u00f5es de escravid\u00e3o. Mas ent\u00e3o por qual motivo estamos muito mais familiarizados com a cultura europeia? Por que sabemos tanto sobre mitos europeus e t\u00e3o pouco sobre orix\u00e1s?<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 sabemos a resposta para essa pergunta, pode parecer-nos at\u00e9 \u00f3bvia, no entanto, a reflex\u00e3o ainda \u00e9 importante. Como voc\u00ea imagina o ser mais bonito que j\u00e1 pisou na terra? Como s\u00e3o seus tra\u00e7os perfeitos? Se, neste caso, nos dermos conta de que imaginamos uma pessoa branca, a mente passar\u00e1 a inventar desculpas, mesmo que a esse ponto j\u00e1 possamos ver qu\u00e3o submersos estamos na hegemonia cultural e no racismo estrutural.<\/p>\n\n\n\n<p>Elegemos e citamos pessoas brancas, valorizamos padr\u00f5es est\u00e9ticos e estil\u00edsticos brancos, adotamos valores que refletem a branquitude, mesmo que n\u00e3o sejamos brancos. Nossa identidade colonial nos faz perseguir um ideal n\u00e3o s\u00f3 imposs\u00edvel como irreal.<\/p>\n\n\n\n<p>Precisamos ler, ouvir e estudar negros, ind\u00edgenas, latinos no geral. Se n\u00f3s, privilegiados em educa\u00e7\u00e3o, sabemos que podemos, ent\u00e3o por que n\u00e3o come\u00e7ar a descolonizar hoje? Entender que o que mais importa n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 enegrecer nossas refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas, mas nossos desejos, nossos \u00eddolos, nossas roupas, nossos \u201cfiltros do Instagram\u201d, nosso dia a dia real e n\u00e3o ut\u00f3pico.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto: Larissa Lima<\/p>\n\n\n\n<p>Revis\u00e3o: Samantha Souza<\/p>\n\n\n\n<p>Imagem: Gemma Chua Tran de Unsplash<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A import\u00e2ncia dos choques culturais e por que \u00e9 preciso descolonizar \u201c\u00c9 hora de enegrecer as refer\u00eancias\u201d, foi o que afirmou L\u00e9lia Gonzales, fil\u00f3sofa, antrop\u00f3loga, intelectual e militante do movimento<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10855,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[696,13,8],"tags":[152,697,698],"class_list":["post-10853","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidadania","category-cultura","category-variedades","tag-cultura","tag-van","tag-van-ufsj"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10853","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10853"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10853\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10857,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10853\/revisions\/10857"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10855"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10853"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10853"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10853"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}