{"id":10494,"date":"2018-11-26T17:50:02","date_gmt":"2018-11-26T19:50:02","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/?p=10494"},"modified":"2018-11-26T17:50:02","modified_gmt":"2018-11-26T19:50:02","slug":"inclusao-social-mercado-de-trabalho-ainda-nao-se-abriu-totalmente-para-portadores-de-deficiencia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/inclusao-social-mercado-de-trabalho-ainda-nao-se-abriu-totalmente-para-portadores-de-deficiencia\/","title":{"rendered":"Inclus\u00e3o social? Mercado de trabalho ainda n\u00e3o se abriu totalmente para portadores de defici\u00eancia"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da Lei de Cotas, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">inclus\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia no mercado de trabalho em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei ainda \u00e9 baixa<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em julho de 1991 foi criada a Lei de Cotas que visa garantir vagas para portadores de defici\u00eancia no mercado de trabalho. Desde sua cria\u00e7\u00e3o muitos avan\u00e7os foram alcan\u00e7ados, mas mesmo depois de 25 anos de cria\u00e7\u00e3o muitas empresas ainda n\u00e3o cumprem com a Lei. Durante os meses de setembro e outubro foram realizadas em duas etapas o \u201cDia D de Inclus\u00e3o\u201d, com debates para empres\u00e1rios e trabalhadores portadores de defici\u00eancia. Em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei e na regi\u00e3o das Vertentes n\u00e3o ocorreram a\u00e7\u00f5es sobre o tema. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Lei n\u00ba 8.213, a Lei de Cotas para Pessoas com Defici\u00eancias, diz que toda empresa com 100 ou mais funcion\u00e1rios est\u00e1 obrigada a preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com benefici\u00e1rios reabilitados, ou pessoas com defici\u00eancia (pcd), na seguinte propor\u00e7\u00e3o:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; at\u00e9 200 funcion\u00e1rios&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; 2%<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; de 201 a 500 funcion\u00e1rios&#8230;&#8230;&#8230;.. 3%<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; de 501 a 1000 funcion\u00e1rios&#8230;&#8230;&#8230; 4%<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; de 1001 em diante funcion\u00e1rios&#8230; 5%<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nos Supermercados Sales a cota para PCDs se estende a 5 contratados, que exercem a fun\u00e7\u00e3o de empacotadores. Segundo Leandro Jos\u00e9 da Silva Santos, supervisor de caixa, as contrata\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas em colabora\u00e7\u00e3o com a Associa\u00e7\u00e3o de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). A Apae indica as pessoas que j\u00e1 est\u00e3o capacitadas para o mercado de trabalho e no supermercado s\u00e3o designadas as fun\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Maria Auxiliadora Teixeira Briguentti, diretora pedag\u00f3gica da APAE de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, comentou sobre a rela\u00e7\u00e3o do mercado empregador com as pessoas portadoras de defici\u00eancia:<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u2018\u2018Muitas vezes, os empregadores buscam as pessoas com defici\u00eancia pela obriga\u00e7\u00e3o da cota. S\u00e3o poucos aqueles que querem realmente fazer a inclus\u00e3o porque acham importante. Mas, independente de cota, as pessoas encaminhadas pela APAE para o mercado de trabalho s\u00e3o muito bem atendidas e bem recebidas\u2019\u2019<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Maria Auxiliadora, uma educadora da associa\u00e7\u00e3o desenvolve a capacita\u00e7\u00e3o dessas pessoas para o mercado de trabalho, fazendo diversas atividades di\u00e1rias, trabalhando a responsabilidade, o compromisso com hor\u00e1rio, e a organiza\u00e7\u00e3o. Depois, \u00e9 feita uma visita no local de trabalho, onde eles ir\u00e3o aprender o servi\u00e7o, e como ele deve ser feito. A diretora tamb\u00e9m comentou sobre como os portadores de defici\u00eancia se sentem ap\u00f3s a contrata\u00e7\u00e3o:<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u2018\u2018\u00c9 fant\u00e1stico. Eles se sentem muito \u00fateis, se sentem pessoas com capacidade, eleva a estima. Eles se sentem pessoas com potencial, que d\u00e3o conta de fazer as coisas\u2026 Ent\u00e3o quando eles conseguem, \u00e9 uma alegria.\u2019\u2019<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 o Centro H\u00edpico Serra do Lenheiro, afirma que:<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEm S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rei as possibilidades s\u00e3o quase nulas, poucas empresas disponibilizam vagas de trabalhos para deficientes, muito se fala de inclus\u00e3o social mas na pr\u00e1tica nada e feito. Muitas empresas n\u00e3o est\u00e3o capacitadas e adaptadas para empregar ou at\u00e9 mesmo receber pessoas com necessidades especiais.\u201d<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 2 anos eles iniciaram o \u201cProjeto Thom\u00e1s\u201d que auxilia no tratamento de crian\u00e7as e adultos deficientes em vulnerabilidade social no tratamento de equoterapia que \u00e9 um tipo de terapia com cavalos que serve para estimular o desenvolvimento da mente e do corpo. \u00a0O Centro fica na Rua Jos\u00e9 Balbino dos Santos, n\u00aa 231 Bairro Vila S\u00e3o Bento e atualmente atende cerca de 50 crian\u00e7as.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo o Centro a lei \u00e9 vista pela empresas como um problema, e v\u00eaem como necess\u00e1rio que esta situa\u00e7\u00e3o seja revertida a fim de que a inclus\u00e3o seja vista como um benef\u00edcio para as empresas e para a sociedade e n\u00e3o \u201cuma caridade\u201d. Enfatizam que:<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO preconceito ainda \u00e9 um dos principais motivos e causas de um deficiente n\u00e3o querer se expor ao mercado de trabalho na empresas e na sociedade.\u201d<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de oportunidade profissional, a educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deve ser expandida para as pessoas portadoras de defici\u00eancia. N\u00e3o h\u00e1 uma lei que obrigue a reserva de vagas para estes alunos. Os alunos portadores de necessidades especiais, entram na UFSJ atrav\u00e9s da aprova\u00e7\u00e3o no ENEM. Ao ingressar na universidade, eles s\u00e3o atendidos pelo SINAC (Setor de Inclus\u00e3o e Assuntos Comunit\u00e1rios), onde recebem o aux\u00edlio e adapta\u00e7\u00e3o necess\u00e1rios para seus estudos. J\u00falia Vassalo Lara, que trabalha no apoio administrativo do SINAC, disse que existem cerca de 112 estudantes declarados portadores de necessidades especiais na UFSJ. J\u00falia comenta que al\u00e9m de recepcionar e acompanhar estes estudantes, o SINAC realiza anualmente o Semin\u00e1rio de Inclus\u00e3o no Ensino Superior:\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u2018\u2018Geralmente o semin\u00e1rio acontece no segundo semestre, e a gente busca falar sobre inclus\u00e3o. Acontecem oficinas, rodas de conversa, palestras, submiss\u00e3o de trabalhos, e outras atividades\u2019\u2019<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A professora Enoi Miranda Barbosa Mendes lecionava na UFSJ quando sofreu um acidente que a fez perder o movimento das pernas, em 1997. Durante vinte anos continuou trabalhando na Universidade at\u00e9 se aposentar, em 2017, mas sua adapta\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi f\u00e1cil. Ela encontrou muitas dificuldades no retorno ao trabalho sendo cadeirante. \u201cNa institui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havia nada adaptado para um cadeirante. Fui conquistando o meu espa\u00e7o, aos poucos, \u2018no grito\u2019. Fui pedindo, a cada dia, adapta\u00e7\u00f5es para que eu pudesse transitar de maneira mais livre e independente.\u201d, relata Enoi.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo ela, o que existe, hoje, de adapta\u00e7\u00e3o no campus Dom Bosco, foi conquistado com muita luta e esfor\u00e7o. Elevadores, caixa eletr\u00f4nico com acesso, uma sala no primeiro andar, para ministrar as aulas, rampas para acesso \u00e0 entrada e ao xerox foram solicitados pela professora e s\u00f3 assim criados e adaptados. Atualmente a professora est\u00e1 aposentada e trabalha como revisora do N\u00facleo de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia &#8211; NEAD, da UFSJ. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Raisa Kicke, 26, estudante de Ci\u00eancias Cont\u00e1beis no Uniptan que \u00e9 portadora de paralisia cerebral e por isso cadeirante e afirma \u201c quis fazer faculdade pois com a minha defici\u00eancia, sem estudo n\u00e3o encontramos trabalho\u201d. Al\u00e9m disso Raisa \u00e9 Youtuber, volunt\u00e1ria como modelo e dan\u00e7arina.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Texto\/VAN: Guilherme Guerra e Lara Aquino<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar da Lei de Cotas, inclus\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia no mercado de trabalho em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei ainda \u00e9 baixa Em julho de 1991 foi criada a Lei de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10495,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"cybocfi_hide_featured_image":"","footnotes":""},"categories":[109],"tags":[],"class_list":["post-10494","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sao-joao-del-rei-microrregiao-de-sao-joao-del-rei"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10494","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10494"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10494\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10497,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10494\/revisions\/10497"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10495"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/van\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}