{"id":6313,"date":"2018-07-05T08:09:57","date_gmt":"2018-07-05T11:09:57","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/?p=6313"},"modified":"2018-07-06T08:20:32","modified_gmt":"2018-07-06T11:20:32","slug":"as-mulheres-e-o-jornalismo-nas-vertentes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/comunicacao-e-cultura-das-vertentes-reportagens-especiais\/as-mulheres-e-o-jornalismo-nas-vertentes\/","title":{"rendered":"As mulheres e o jornalismo nas Vertentes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Um\u00a0panorama contempor\u00e2neo dos desafios enfrentados pelas mulheres jornalistas de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei e regi\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_6369\" style=\"width: 2482px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-6369\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-6369 size-full\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Capa1-pronta.png\" alt=\"\" width=\"2472\" height=\"1856\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Capa1-pronta.png 2472w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Capa1-pronta-300x225.png 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Capa1-pronta-768x577.png 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Capa1-pronta-1024x769.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 2472px) 100vw, 2472px\" \/><p id=\"caption-attachment-6369\" class=\"wp-caption-text\">(Foto colagem: Mariana Tirelli)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cVoc\u00ea tem um bom curr\u00edculo, gostamos do seu desempenho na entrevista, mas um dos principais motivos para a sua contrata\u00e7\u00e3o \u00e9 o fato de voc\u00ea ser mulher. Como a nossa equipe de jornalistas e diretores \u00e9 majoritariamente formada por homens, achamos que seria bom uma voz feminina para equilibrar a equipe.\u201d Esta frase foi ouvida por dezenas de estudantes de jornalismo que passaram por um certo ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, segundo pesquisa realizada pela reportagem com as alunas do curso de Comunica\u00e7\u00e3o Social &#8211; Jornalismo da Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei (UFSJ). Aprovadas para o cargo de estagi\u00e1ria para \u201cequilibrar\u201d o coro de vozes masculinas, essas s\u00e3o apenas algumas das v\u00e1rias mulheres que lutam pelo seu espa\u00e7o no mercado de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o-joanense.<\/p>\n<p><b>Viol\u00eancias Cotidianas <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em seu livro \u201cA Domina\u00e7\u00e3o Masculina\u201d, o soci\u00f3logo franc\u00eas Pierre Bourdieu atenta para a exist\u00eancia de um fen\u00f4meno cada dia mais recorrente, que n\u00e3o s\u00f3 explica, como tamb\u00e9m categoriza a situa\u00e7\u00e3o descrita anteriormente: a viol\u00eancia simb\u00f3lica. \u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Esse conceito apresenta uma forma de viol\u00eancia onde n\u00e3o existe coa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Pelo contr\u00e1rio: a viol\u00eancia simb\u00f3lica \u00e9 uma forma de coa\u00e7\u00e3o moral, econ\u00f4mica e social, \u00a0muito mais sutil, que se apoia em certos status e tradi\u00e7\u00f5es de uma comunidade.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Essa viol\u00eancia se mostrou clara em levantamento realizado junto \u00e0s alunas e a coordena\u00e7\u00e3o do curso de Comunica\u00e7\u00e3o Social em S\u00e3o Jo\u00e3o Del-Rei: as mulheres s\u00e3o maioria no curso de Jornalismo da UFSJ, t\u00eam as melhores notas e ocupam cargos essenciais nos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o &#8211; rep\u00f3rteres, estagi\u00e1rias, produtoras, editoras\u2026 mas em se tratando de lugar de fala, de cargos com voz ativa e certo status perante a popula\u00e7\u00e3o, elas s\u00e3o, novamente, minoria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em uma sociedade que, a cada dia, adere ao neoliberalismo como b\u00edblia comportamental e defende a unhas e dentes a meritocracia, \u00a0\u00e9 ir\u00f4nico perceber a hipocrisia que cerca os crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o. Uma vez que, para al\u00e9m de merecer &#8211; se mostrar capacitado e apto para o trabalho &#8211; \u00a0\u00e9 preciso apresentar um certo &#8216;padr\u00e3o&#8217; que incremente o famigerado merecimento. E esse padr\u00e3o, al\u00e9m de branco, \u00e9, geralmente masculino.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-6314 alignright\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/BOX.png\" alt=\"\" width=\"326\" height=\"326\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/BOX.png 400w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/BOX-150x150.png 150w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/BOX-300x300.png 300w\" sizes=\"(max-width: 326px) 100vw, 326px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Para a jornalista Cibele de Morais, a situa\u00e7\u00e3o das mulheres nas empresas jornal\u00edsticas \u00e9 um reflexo de como o patriarcado ainda \u00e9 forte e presente na sociedade. \u201cEssa nossa pouca presen\u00e7a nas empresas jornal\u00edsticas &#8211; e, em geral, em cargos de comando e posi\u00e7\u00f5es decisivas &#8211; \u00e9 um indicativo clemente da necessidade do feminismo. A gente ainda t\u00eam muita luta para lutar\u201d, \u00a0comenta Cibele. \u201cNa empresa jornal\u00edstica isso \u00e9 ainda mais grave, pois s\u00e3o empresas absolutamente monopolistas e concentradas nas m\u00e3os de fam\u00edlias extremamente conservadoras. Ent\u00e3o, as mulheres acabam tendo certo espa\u00e7o, mas como apoio, especialmente em temas tidos como masculinos, como economia e esporte.\u201d, completa. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Ela ainda alerta para as particularidades locais de um problema que, atualmente, \u00e9 global: \u201cA situa\u00e7\u00e3o na m\u00eddia nada mais \u00e9 do que um reflexo da situa\u00e7\u00e3o da mulher numa sociedade desigual e discriminat\u00f3ria. No Campo das Vertentes, essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o ainda mais gritante, pois essa \u00e9 uma regi\u00e3o pobre e perif\u00e9rica.\u201d<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1zb1BSJKR3mAkZyKaJpis89emuJ573MiW\/preview\" width=\"640\" height=\"480\"><\/iframe><\/p>\n<p><b>Hist\u00f3ria, tradi\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A quest\u00e3o de g\u00eanero e o jornalismo se desenvolveram e se transformaram rapidamente nas \u00faltimas d\u00e9cadas, apresentando um novo cen\u00e1rio para os jornalistas que desejam colocar a quest\u00e3o de g\u00eanero na agenda midi\u00e1tica. Segundo relato do jornalista Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro, na d\u00e9cada de 1930 nem sequer havia banheiro feminino nas reda\u00e7\u00f5es, apesar da presen\u00e7a feminina: \u201cAs empresas jornal\u00edsticas eram pensadas e constru\u00eddas como ambiente de sauna brega: s\u00f3 para homem. [&#8230;] Mulher podia ser telefonista, faxineira ou servia para fazer o caf\u00e9: circulava na \u00e1rea de servi\u00e7o&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">No come\u00e7o do s\u00e9culo XX a domina\u00e7\u00e3o masculina na imprensa podia ser observada tanto na presen\u00e7a majorit\u00e1ria de homens nas reda\u00e7\u00f5es, quanto no conte\u00fado dos ve\u00edculos e na maneira como as mulheres foram retratadas por d\u00e9cadas. <\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_6370\" style=\"width: 1610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-6370\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-6370 size-full\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ilustra\u00e7\u00e3o-3.png\" alt=\"\" width=\"1600\" height=\"1066\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ilustra\u00e7\u00e3o-3.png 1600w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ilustra\u00e7\u00e3o-3-300x200.png 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ilustra\u00e7\u00e3o-3-768x512.png 768w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ilustra\u00e7\u00e3o-3-1024x682.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><p id=\"caption-attachment-6370\" class=\"wp-caption-text\">(Foto colagem: Mariana Tirelli)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei, houve um not\u00f3rio desenvolvimento da m\u00eddia entre as d\u00e9cadas de 1920 e 1950. No entanto, a forte influ\u00eancia da igreja cat\u00f3lica, associada a funda\u00e7\u00e3o patriarcal que at\u00e9 hoje permeia o<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> status quo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> da sociedade s\u00e3o-joanense, fizeram com que, \u00a0por muito tempo, as mulheres fossem representadas apenas como personagens de cen\u00e1rios rom\u00e2nticos, ou como figuras de aprecia\u00e7\u00e3o &#8211; haja vista uma s\u00e9rie de concursos de beleza e simpatia promovidos pelos jornais da \u00e9poca. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 os dias atuais, a baixa representatividade de mulheres nos ve\u00edculos midi\u00e1ticos, aliada \u00e0 hierarquia patriarcal que ainda rege os costumes e tradi\u00e7\u00f5es da cidade contribui para a veicula\u00e7\u00e3o de uma imagem estereotipada da mulher s\u00e3o &#8211; joanense. Subjugada \u00e0 cozinha, \u00e0 fam\u00edlia e \u00e0 press\u00e3o est\u00e9tica, ela distrai-se consumindo conte\u00fado sobre esses temas e sobre a vida dos famosos, em um segmento bem espec\u00edfico da linha editorial \u00a0conhecido como Sess\u00e3o Mulher.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-6315 alignleft\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/BOX-2.png\" alt=\"\" width=\"339\" height=\"339\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/BOX-2.png 400w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/BOX-2-150x150.png 150w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/BOX-2-300x300.png 300w\" sizes=\"(max-width: 339px) 100vw, 339px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ma\u00edra Eduardo \u00e9 jornalista, j\u00e1 trabalhou como editora de jornalismo na R\u00e1dio S\u00e3o Jo\u00e3o, rep\u00f3rter na TV Campos de Minas e assessoria de imprensa na C\u00e2mara Municipal, e atualmente atua como consultora de marketing digital. Para ela, a tradi\u00e7\u00e3o e a for\u00e7a que os locutores e jornalistas homens j\u00e1 possuem junto a comunidade \u00e9 um dos fatores que corrobora para uma imagem estereotipada de inexperi\u00eancia das mulheres no jornalismo, especialmente porque o fazer jornal\u00edstico na regi\u00e3o do Campo das Vertentes t\u00eam em si caracter\u00edsticas muito particulares e personalistas. \u201cQuando eu cheguei na cidade e comecei a trabalhar na R\u00e1dio S\u00e3o Jo\u00e3o, n\u00e3o havia um modelo em que eu pudesse me basear\u201d, lembra Ma\u00edra. \u201cToda a estrutura jornal\u00edstica que a gente usava, tivemos que criar, e, nesse sentido, radialistas com mais tempo de casa &#8211; como o Roberto Miranda e o Geraldinho &#8211; me ensinaram tudo o que eu sei hoje sobre r\u00e1dio\u201d, completa. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Por causa disso, ela considera que a grande for\u00e7a que muitos homens t\u00eam dentro do jornalismo s\u00e3o-joanense se deve ao seu tempo de trabalho, e n\u00e3o ao seu g\u00eanero, visto que atualmente acontece uma transforma\u00e7\u00e3o nas m\u00eddias, e quem consome os ve\u00edculos tradicionais, como r\u00e1dio, jornal e TV, acompanhou o surgimento e se afei\u00e7oou a estas figuras. \u201cN\u00f3s n\u00e3o tivemos uma mulher radialista l\u00e1 na d\u00e9cada de 60 para construir essa rela\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico mais tradicional, ent\u00e3o as mulheres est\u00e3o despontando hoje e construindo sua credibilidade junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o\u201d, analisa. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de ter em mente o aspecto hist\u00f3rico da m\u00eddia s\u00e3o-joanense, Ma\u00edra, que tamb\u00e9m trabalhou como assessora de imprensa na C\u00e2mara Municipal, destaca o desafio de se iniciar uma carreira enquanto mulher na regi\u00e3o: \u201cQuando cheguei, eu era muito nova, e ainda por cima era mulher, e quando voc\u00ea est\u00e1 nesta situa\u00e7\u00e3o, as fontes n\u00e3o te d\u00e3o muita confian\u00e7a, especialmente as fontes de autoridade\u201d, recorda ela, que v\u00e1rias vezes foi perguntada pelos entrevistados se era estagi\u00e1ria. \u201cO pessoal n\u00e3o conseguia olhar pra mim e entender de cara que eu era editora de jornalismo. Al\u00e9m disso, muitas pessoas questionavam de qual fam\u00edlia eu era, e quando eu dizia n\u00e3o ser de nenhuma fam\u00edlia tradicional da regi\u00e3o, dava para perceber certo estranhamento da fonte\u201d, recorda.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_6371\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-6371\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-6371 size-full\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ilustra\u00e7\u00e3o-2.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"600\" srcset=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ilustra\u00e7\u00e3o-2.png 800w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ilustra\u00e7\u00e3o-2-300x225.png 300w, http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/ilustra\u00e7\u00e3o-2-768x576.png 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-6371\" class=\"wp-caption-text\">(Foto<b> <\/b>colagem: Mariana Tirelli)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A jornalista, que \u00e9 mulher e negra, tamb\u00e9m indica um momento na sua atua\u00e7\u00e3o na TV Campo de Minas, quando come\u00e7ou a usar seu cabelo cacheado, e percebia certo estranhamento especialmente por parte do p\u00fablico. \u201cLevou um tempo para eles se acostumarem, porque um cabelo como o meu h\u00e1 3 anos atr\u00e1s ainda era novidade, especialmente na TV\u201d. Ma\u00edra reconhece a experi\u00eancia que adquiriu tendo trabalhado nestes ve\u00edculos. Atualmente, ela trabalha com Marketing Digital, fator que atribui a sua vontade de ser dona do seu neg\u00f3cio e a afinidade com as m\u00eddias digitais.<\/span><\/p>\n<p><b>Den\u00fancia an\u00f4nima<\/b><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/18rV3FQGKWmGXx-pUJeDzVN3TiNrbrCxN\/preview\" width=\"640\" height=\"480\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Joana* estava no in\u00edcio de sua faculdade quando entrou como estagi\u00e1ria em um ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o-joanense. Com a sa\u00edda do jornalista respons\u00e1vel, ela foi efetivada \u00a0neste ve\u00edculo e passou a a ser a jornalista respons\u00e1vel. \u201cEu estava come\u00e7ando no meu curso, ent\u00e3o achei que seria uma experi\u00eancia incr\u00edvel e que complementaria super a minha gradua\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Com o tempo, ela foi notando certas falhas \u00e9ticas que impediam a plena realiza\u00e7\u00e3o do seu trabalho. \u201cL\u00e1 eu n\u00e3o fazia jornalismo de verdade. Eu n\u00e3o tinha liberdade para ir para a rua, apurar pautas e conversar com pessoas\u201d, conta ela. \u201cNa maioria das vezes, eu s\u00f3 copiava e colava not\u00edcias de portais na internet\u201d, completa. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Joana s\u00f3 tinha liberdade para apurar mat\u00e9rias e construir reportagens quando eram de interesse da diretoria do ve\u00edculo, que t\u00eam fortes vincula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. \u201cMas sempre que eu fazia essas mat\u00e9rias, elas n\u00e3o eram publicadas. Parecia que eu estava s\u00f3 indo l\u00e1 representar a empresa e fingir que estava fazendo jornalismo.\u201d <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Um dia, surgiu a oportunidade de fazer uma mat\u00e9ria que iria ser publicada, e ela fez, seguindo o que estava aprendendo em sala de aula. Por\u00e9m, quando a mat\u00e9ria chegou a p\u00fablico, n\u00e3o era a mesma que Joana havia escrito. \u201cOs diretores do ve\u00edculo editaram meu texto praticamente todo, sem falar comigo, deixando apenas tr\u00eas frases, e publicaram no meu nome\u201d, denuncia. Tal situa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a comprometer a sa\u00fade mental da jornalista, e a partir daquele momento ela percebeu que n\u00e3o queria mais permanecer naquele ve\u00edculo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00f3s pensamos muitas vezes no dinheiro, mas dinheiro nenhum vale o mal estar que aquela experi\u00eancia estava me causando. Eu me sentia frequentemente desrespeitada, e por isso resolvi sair\u201d, finaliza ela.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em><span style=\"font-weight: 400;\">* O nome da entrevistada foi trocado para preservar a sua intimidade.<\/span><\/em><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-6313-2\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/podcast_mulheres.m4a?_=2\" \/><a href=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/podcast_mulheres.m4a\">http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/podcast_mulheres.m4a<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Rep\u00f3rteres:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Clara Fernandes, J\u00falia Lemos, Marcela Amorim e Mariana Tirelli<br \/>\n<\/span><b>Editores-Adjuntos: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Arthur Raposo Gomes, Clara Rosa e Juliana Galhardo<br \/>\n<\/span><b>Editora-Chefe:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Profa. Najla Passos<\/span><!--more--><\/p>\n<div class=\"powerpress_player\" id=\"powerpress_player_1082\"><!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-6313-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/podcast_mulheres.m4a?_=1\" \/><a href=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/podcast_mulheres.m4a\">http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/podcast_mulheres.m4a<\/a><\/audio><\/div><p class=\"powerpress_links powerpress_links_m4a\" style=\"margin-bottom: 1px !important;\">Podcast: <a href=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/podcast_mulheres.m4a\" class=\"powerpress_link_pinw\" target=\"_blank\" title=\"Play in new window\" onclick=\"return powerpress_pinw('http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/site\/?powerpress_pinw=6313-podcast');\" rel=\"nofollow\">Play in new window<\/a> | <a href=\"http:\/\/jornalismo.ufsj.edu.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/podcast_mulheres.m4a\" class=\"powerpress_link_d\" title=\"Download\" rel=\"nofollow\" download=\"podcast_mulheres.m4a\">Download<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um\u00a0panorama contempor\u00e2neo dos desafios enfrentados pelas mulheres jornalistas de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei e regi\u00e3o \u201cVoc\u00ea tem um bom curr\u00edculo, gostamos do seu desempenho na entrevista, mas um dos principais motivos para a sua contrata\u00e7\u00e3o \u00e9 o fato de voc\u00ea ser&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0},"categories":[124],"tags":[147,97,144,146,145],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v20.6 - 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